E tua.

Me ama quando me esquivo, sendo Satine
e quando me declaro feito Christian.
Me embala quando sou dócil, como Céline
e acha graça quando sou Jesse.
Me admira quando sou Capitu
e me perdoa sempre que sou Bentinho.

Quando sou um personagem de Wes Anderson
me tece o melhor dos sorrisos.
E quando insisto em ser Lars von Trier
me segura
como ninguém jamais o fez.

Você, a única a amar todas as minhas personas,
assaz, a única a conhecer todas elas
e me ama também quando não sou nenhuma
quando sou eu
de cabelo esquisito e pijama velho
quando sou pura insegurança
e quando sou segurança demais.

Ama, acima de tudo, minha melhor persona,
a persona em que sou nua
crua
e tua.

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#Desafio Livrada 2016 – A Fome de Nelson, Adriana Armony.

Oi, pessoal. Eu disse que viria o mais rápido possível para falar sobre o primeiro livro concluído do Desafio Livrada e aqui estou. O livro se chama “A Fome de Nelson” e é o primeiro romance de Adriana Armony, autora formada em Letras pela UFRJ. Pra ser honesta, comprei esse livro por acaso enquanto passava por uma feira do livro que ocorre na rodoviária de Campinas e na verdade não sabia muito bem do que este se tratava. Confesso que me interessei por causa de uma referência à Dostiévski na contracapa. O livro é uma ficção histórica que retrata um episódio da vida de Nelson Rodrigues – jornalista e escritor brasileiro -, em que ele se encontra tuberculoso, é rejeitado pela mulher amada, Eros Volúsia, e passa uma temporada no sanatório de Campos do Jordão. Basicamente, a história é sobre esse período em que Nelson ficou confinado no sanatório, narrando as amizades e inimizades que fez por lá e, sobretudo, como ele se tornou um dramaturgo tão importante nessa época de sua vida. É um livro legal, mas me senti indiferente ao lê-lo e acho que isso se deve ao fato de que eu não conhecia Nelson Rodrigues até então e nunca li nenhuma de suas obras.  Desculpem-me por isso se por acaso vocês o conhecem e o admiram.

Acontece que me interessei em conhecê-lo por um motivo bem bonito: o escritor era um fiel leitor de Dostoiévski e quem me conhece sabe bem como eu admiro o renomado autor russo. Inclusive, a autora de “A Fome de Nelson” estudou o jornalista para realizar sua tese de doutorado, cujo nome é “Nelson Rodrigues, Um Leitor de Dostoiévski”. Infelizmente, não é um livro que eu recomendaria – ao menos, não ainda, pelos motivos que expliquei anteriormente. Mas talvez seja um bom livro para os fãs do jornalista que provavelmente gostariam de, de certa forma, viver um episódio um tanto divertido, maluco e também um pouco conturbado de sua vida.

O início e Desafio Livrada 2016.

Talvez este seja o meu milésimo início, já faz um tempo que parei de contar. E cá estou eu, correndo mais uma vez o risco da desistência, enquanto me orgulho da parte de mim que insiste em continuar tentando. Escrever abertamente sobre o que eu penso, sinto e gosto é um sonho antigo, um desejo que convive comigo há anos e acredito que agora eu esteja realmente inspirada para fazer isso dar certo, portanto, permitam-me que eu me apresente e introduza o meu primeiro projeto a ser desenvolvido por aqui.

Please allow me to introduce myself.

Me chamo Beatriz, atualmente moro no Mato Grosso do Sul em razão da faculdade, onde estudo Licenciatura em Letras – Português/Inglês, mas nasci em São Bernardo do Campo, SP. Apesar de a minha primeira opção sempre ter sido História, sou completamente apaixonada pelo meu curso, sobretudo as disciplinas de Literatura e também sou surpreendentemente fascinada por Linguística – inclusive, muitas das pessoas que convivem comigo já não me aguentam mais falar sobre. Pretendo lecionar Literatura futuramente, mesmo tendo a consciência do quanto isso será difícil e de como a disciplina é desvalorizada tanto pelos alunos quanto pelo sistema educacional. É bem clichê, eu sei, mas sonho em ser um desses professores que fazem a diferença não apenas no sistema tradicional de ensino, mas também na vida dos meus futuros alunos, a la Dead Poets Society. Espero que eu não me perca no meio do caminho.

Desafio livrada 2016: accepted.

Começarei minha saga no blog comentando sobre o primeiro desafio literário que eu me comprometi a fazer com afinco. O Desafio Livrada 2016, que está a coisa mais linda desse Universo. Pra quem não sabe o que é o Desafio Livrada, vou deixar o link para casos de curiosidade e, quem sabe, até mesmo interesse em participar da brincadeira. Meu propósito em falar do desafio por aqui é exatamente me automotivar a continuar tanto com o blog, quanto com o desafio. Ou seja, ambos me incentivarão a não desistir do que propus pra mim nesse lindíssimo ano de 2016. Em resumo, pretendo aparecer por aqui a cada item riscado da lista do desafio, dando a minha opinião sobre a então finalizada experiência literária. Eis aqui o link da minha lista do desafio. A propósito, quem tiver um Listography e quiser me seguir lá, sinta-se à vontade. Ou melhor, sintaxe à vontade. E seja muito bem-vindo. Espero que eu seja bem-vinda também.

P.S.: Um item da lista já foi riscado e logo logo eu apareço por aqui para falar sobre ele!