E tua.

Me ama quando me esquivo, sendo Satine
e quando me declaro feito Christian.
Me embala quando sou dócil, como Céline
e acha graça quando sou Jesse.
Me admira quando sou Capitu
e me perdoa sempre que sou Bentinho.

Quando sou um personagem de Wes Anderson
me tece o melhor dos sorrisos.
E quando insisto em ser Lars von Trier
me segura
como ninguém jamais o fez.

Você, a única a amar todas as minhas personas,
assaz, a única a conhecer todas elas
e me ama também quando não sou nenhuma
quando sou eu
de cabelo esquisito e pijama velho
quando sou pura insegurança
e quando sou segurança demais.

Ama, acima de tudo, minha melhor persona,
a persona em que sou nua
crua
e tua.

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